Ele fala, fala, e nada entendo eu.
Minha mente, tornou-se uma constante de sons e
sentimentos.
Pense em algo, pensou em outro. Pronto!
Ele fala e nada sinto aqui dentro.
Ás vezes, o náufrago é algo bom. Libertação!
Faz com que todos os medos, dificuldades, ansiedades se
tornem nada. Então, nada é bom.
O nada, é o nada!
Ele fala e eu escuto. Ele fala e eu não ouço.
Queria, que as palavras se transformassem em dia;
Passaríamos a crer no futuro, nos sonhos e no que é intangível.
Estou aqui e sou aqui. Sou?!
Sou de cera, de carne, de amor. Sou eu, sou você.
Ele fala, e aqui escrevo.
Já nem sei sobre o que escrevo...
No final, não importa mesmo; É tudo uma espécie de
memória póstuma.

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