quarta-feira, 19 de março de 2014

Coisas de amor


Eu gostaria de poder te amar de novo.Não que eu não te ama agora, porque eu amo. Amo como qualquer outra pessoa que a vida trouxe, que ficou durante um tempo, e deixou grandes marcas no que eu sou hoje.
Amo do tipo amor de lembrança, amor de saudade.
Amor por todos os reencontros que faziam meu coração quase saltar pela boca de tanta excitação em poder estar nos seus braços novamente.
Amor por todas as partidas, onde eu escondia as lágrimas e a saudade que deixava em mim.
Amor por todos os toques, os sorrisos que me roubou e por aqueles que me deixou de presente; por todas as vezes que fez a mim e meu coração feliz.
Por todo respeito com a minha família e por ter me deixado o presente de reconhecer a mim mesma. Por ter me feito forte e por ter me ajudado a entender as coisas como eu as vejo hoje.
Então, no meio disso tudo as lembranças ruins surgem, e elas caro, ainda fazem meu coração ficar apertado. Porque eu te amava quando me fazia chorar nas madrugadas, te amava quando me deixava sozinha sem as respostas que tanto necessitava; te amava quando tentava ser compreensiva mesmo sabendo que tudo já tinha desabado.
Te amei quando me disse que pensava mais nela do que em mim. Em nós. E te amei muito mais quando foi embora.
Concluo então, que amor não pode ser medido, subtraído ou simplesmente suspendido dos nossos corações.
Ele fica lá, em forma de lembranças de um passado bom, ou não tão bom assim. Não importa.
Porque se foi amor, ele sempre existirá.
Não no presente e possivelmente nem no futuro, mas nos resquícios daquilo que já se foi um dia.

2 comentários:

  1. "Porque se foi amor, ele sempre existirá."

    uma verdade muito linda, mesmo que por vezes dolorosas.

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