Sofie não era em nada especial.
Não era notada no meio da multidão.
Não era bonita e nem possuía muita vaidade. Não gostava de roupas e/ou cores escandalosas e não era nem de longe a aluna mais inteligente de sua turma.
Não era notada no meio da multidão.
Não era bonita e nem possuía muita vaidade. Não gostava de roupas e/ou cores escandalosas e não era nem de longe a aluna mais inteligente de sua turma.
Sofie sabia que não mudaria o mundo. Que não descobriria a cura pro câncer e nem revolucionaria
o mundo da tecnologia; Sabia que não seria consagrada uma grande esportista e
ao menos receberia um prêmio de moradora menos vista pelas ruas de seu bairro.
Mas havia algo que Sofie fazia que mudava o coração das
pessoas.
Das pessoas e o seu próprio.
Das pessoas e o seu próprio.
Ela se sentava na banqueta do órgão, colocava suas mãos
sobre o teclado e tocava com todo seu coração e alma. Abria sua boca e as palavras que dela saíam consolavam, prometiam, ajudavam;
Palavras que possuem maior peso do que qualquer palavra já escrita em qualquer outro lugar desse mundo.
Palavras que possuem maior peso do que qualquer palavra já escrita em qualquer outro lugar desse mundo.
Por vezes, quando tarde da noite ela aproveitava o silêncio
para preenchê-lo com sua música, podia sentir que anjos se aglomeravam por
todos os cantos de sua sala. Poderia até imaginar os céus parando para ouvi-la louvando.
Podia sentir que havia um anjo amigo ao seu lado, coletando suas lágrimas, a abraçando, consolando e lhe transmitindo forças.
Podia sentir que havia um anjo amigo ao seu lado, coletando suas lágrimas, a abraçando, consolando e lhe transmitindo forças.
Sofie sabia que aquilo fazia diferença na vida das pessoas.
Podia sentir que por vezes, quando tocava na igreja e alguém a olhava com ternura em determinado hino, eram aquelas palavras que aquele coração havia buscado e através de seu dom ela havia ajudado uma alma, um coração.
Podia sentir que por vezes, quando tocava na igreja e alguém a olhava com ternura em determinado hino, eram aquelas palavras que aquele coração havia buscado e através de seu dom ela havia ajudado uma alma, um coração.
Sabia que essa era sua diferença no mundo. Sabia que esse
era seu dom.
Sabia que aquilo sempre e sempre poderia fazê-la ficar bem.
Sabia que aquilo sempre e sempre poderia fazê-la ficar bem.
E aquele era seu segredo.
Um segredo relevado ao mundo.
Porém, um segredo que só ela conseguiria realmente entender,
sentir.
Um segredo presenteado a ela.
Um segredo presenteado a ela.
Sabia que de alguma
forma aquilo faria diferença em todos os dias de sua vida.
Por mais chata e pacata que ela parecesse.
Por mais chata e pacata que ela parecesse.

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